Vagar
Projeto Vagar- Revista de slowjournalism regional
No âmbito da Unidade Curricular Temas de Jornalismo Contemporâneo, foi-nos proposto a elaboração de um projeto tendo em consideração as seguintes características: local/regional; online; sustentado; etc.
Desta forma a primeira fase da criação deste projeto passa por estipular alguns pontos, apresentados abaixo. Tendo dito isto, o projeto tem como foco questões socioculturais na zona da Beira Baixa (imigração, violência, associações, monumentos, tradições, projetos, apoios, etc), e que abranjam as várias faixas etárias. É necessário ter em conta que esta região tem uma população envelhecida, mas ao mesmo tempo no raio de 100km há três instituições de Ensino Superior. Daí ser necessário fornecer um jornalismo que seja para todos, mas que seja, também, diferente dos formatos já existentes.
O projeto Vagar pretende ser uma revista que tal como o género, slowjournalism, indica permita aos leitores experienciar um tipo de jornalismo mais lento, que não procure respostas imediatas, mas sim investigações profundas que revelem as características desta região. O projeto tem como objetivo voltar a incutir nos leitores o gosto por ler uma revista ou um jornal.
O Projeto Vagar terá como suportes um site, uma revista trimestral e redes sociais. No site serão fornecidas "previews" das reportagens a serem feitas para a revista trimestral, bem como serão expostas as reportagens da revista após três meses da publicação desta. Também com a possibilidade de os leitores sugerirem o que querem que seja investigado para uma próxima edição.
Por sua vez, na revista trimestral, estarão expostas as reportagens, estilo slowjounalism, realizadas durante aqueles três meses. Cada edição terá um tema específico, como educação, no qual se pode explorar questões como: o futuro dos jovens médicos que acabam a licenciatura na UBI, as bolsas municipais para o ensino superior ou as mudanças que os polos universitários e politécnicos provocaram na região.
Concorrentes:
Gerador e Divergente, são os dois principais concorrentes pelo estilo slowjournalism. No entanto, estes abrangem uma extensão nacional ao contrário da Vagar.
Abrangência Territorial:
O projeto terá como foco a região da Beira Baixa, composta pelos seguintes concelhos: Castelo Branco, Idanha-A-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-A-Nova, Vila Velha de Ródão, Sertã e Vila de Rei. E ainda as zonas do Fundão, Belmonte e da Covilhã.
Tipologia: Especializado
O projeto tem incidência especializada em slowjournalism em questões socioculturais. O site é atualizado diariamente através de previews do trabalho que está a ser desenvolvido. Trimestralmente é editada uma revista digital e impressa.
A revista digital será não só para a população da região, mas também para aqueles que se encontram fora do país ou longe da área explorada. Por sua vez, haverá algumas tiragens da revista impressa para essas zonas.
Presença nas Redes Sociais:
O Projeto Vagar será encontrado em três redes sociais: No Facebook, para acompanhar a faixa etária mais envelhecida, e ainda o Instagram e o TikTok, nas quais se encontram as faixas etárias mais jovens. Estarão disponíveis conteúdos multimédia que acompanhar as previews como fotos e áudios.
Fontes de Financiamento:
Tal como todas as empresas e projetos há necessidade de encontrar financiamento. Assim sendo, para o financiamento da revista, usaríamos o sistema de subscrições para aceder aos conteúdos disponibilizados e à revista. Na compra da revista digital, como já dito, e na impressa. O site, também, disponibiliza a opção de os leitores fazerem doações. O uso de publicidade na revista digital e impressa; e por fim, o recurso a financiamento de bolsas europeias para jornalismo.
Acesso:
PayWall, através da subscrição ao site "Vagar".
Vantagens e Desvantagens:
Há duas claras desvantagens. A influência que as empresas e entidades podem acreditar ter, a partir da publicidade ou das doações que fazem ao projeto, sobre aquilo que é noticiado, ou a forma como é noticiado (visto que a abrangência territorial é mais pequena, tornando a relação entre o projeto e os anunciantes próxima). Isto pode levar a que a população tenda a descredibilizar o projeto. A outra desvantagem passa pela "dificuldade" na integração, enquanto leitores, na Vagar, por ser um género mais recente e disruptivo. No entanto, haverá por parte da equipa uma atenção sobre isso.
A principal vantagem deste projeto é a singularidade. Sendo o único a nível regional e com um foco específico em questões sociais e culturais.
Uso de Multimédia:
Queremos apostar na multimédia para tornar o projeto mais interativo. Na revista digital serão usadas infografias interativas, vídeos, fotos e áudios. Por sua vez, na revista impressa as infografias vão ser recriadas para o formato, assim como as fotos, mas terão QRCODES que permitem aceder à multimédia associada à reportagem.
Para além disso, haverá um podcast associado à Vagar, em que serão entrevistadas personalidades da zona, associações ou figuras que visitem a área, bem como debates sobre assuntos dentro do espectro sociocultural.
Redação:
O projeto contará com três jornalistas, um informático, um designer, um gestor de redes e um gestor de publicidade.
Catarina Faria, Júlia Lopes e Raquel Sequeira
